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Eleições: Em França media estão obrigados a tratamento igualitário de todos os candidatos

A campanha presidencial em França é marcada pelos seus limites quanto ao financiamento e à pluralidade, sem publicidade e com os meios de comunicação social a serem obrigados a fazer uma cobertura igual dos candidatos.
"Há duas regras essenciais: a do financiamento e a da pluralidade. Um candidato pode gastar numa eleição presidencial até 22,5 milhões de euros, se for às duas voltas, o que não é m...

Data: 16.09.2019

Eleições: Em França media estão obrigados a tratamento igualitário de todos os candidatos

A campanha presidencial em França é marcada pelos seus limites quanto ao financiamento e à pluralidade, sem publicidade e com os meios de comunicação social a serem obrigados a fazer uma cobertura igual dos candidatos.
"Há duas regras essenciais: a do financiamento e a da pluralidade. Um candidato pode gastar numa eleição presidencial até 22,5 milhões de euros, se for às duas voltas, o que não é muito tendo em conta o território francês. E os meios de comunicação são obrigados a cobrir todos os candidatos de forma igual, até porque não pode haver publicidade a partidos durante a campanha", afirmou o investigador do Centro de Investigação Política da Sciences Po (CEVIPOF) Thierry Vedel em declarações à Agência Lusa.
Esta última regra faz com que até os partidos pequenos tenham alguma representação "sem grande esforço", de acordo com o politólogo, porque os jornalistas são obrigados a dar o mesmo tempo de antena a todos, num país de sistema presidencialista.
No quotidiano de um candidato a Presidente, um dia normal de campanha começa com declarações logo pela manhã na rádio - que marca a agenda mediática do país - ou num canal de informação contínua - há cinco em França - em Paris, a seguir uma visita a uma cidade que pode ficar a centenas de quilómetros de distância para um encontro com associações ou sindicatos e dois comícios, um ao final da tarde, mais pequeno, e um à noite com maior dimensão e, por fim, o regresso à capital.
Estas deslocações e agendas “loucas” são hoje possíveis de forma mais ágil graças à utilização de comboio TGV (alta velocidade) ou mesmo recorrendo a aviões privados.
Em determinados pontos da campanha, acontecem os ‘meetings’, grandes comícios em salas para milhares de pessoas.

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