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Encomendas postais crescem 6,9% em contexto de quebra no tráfego total

O tráfego total dos serviços postais atingiu 350,2 milhões de objetos no final do primeiro semestre de 2019 (1S19), refletindo uma descida de 9,1% face a idêntico semestre de 2018. Este comportamento deveu-se à diminuição do tráfego das correspondências, do correio editorial e da publicidade endereçada, a qual foi apenas parcialmente compensada pelo aumento de 6,9% observado no tráfego de encomend...

Data: 15.09.2019

Encomendas postais crescem 6,9% em contexto de quebra no tráfego total

O tráfego total dos serviços postais atingiu 350,2 milhões de objetos no final do primeiro semestre de 2019 (1S19), refletindo uma descida de 9,1% face a idêntico semestre de 2018. Este comportamento deveu-se à diminuição do tráfego das correspondências, do correio editorial e da publicidade endereçada, a qual foi apenas parcialmente compensada pelo aumento de 6,9% observado no tráfego de encomendas. A quebra no tráfego refletiu-se na capitação postal, que se situou nos 34,1 objetos postais por habitante e por semestre, menos 3,4 objetos relativamente ao semestre homólogo de 2018.
As receitas geradas pelos prestadores legalmente habilitados para a prestação de serviços postais totalizaram cerca de 308,7 milhões de euros, menos 1,5% do que no primeiro semestre de 2018. Todas as componentes da receita diminuíram com exceção das encomendas que registaram um aumento de 5,3%.
A receita média por objeto aumentou 8,3% no 1S19 face ao semestre homólogo do ano anterior, tendo a receita unitária de publicidade endereçada e encomendas diminuído, enquanto a receita unitária de correspondência e do correio editorial aumentaram 6,3% e 3,7%, respetivamente.
Do total de objetos distribuídos, 95,9% destinaram-se ao mercado nacional, enquanto os restantes 4,1% tiveram como destino outros países. As correspondências representaram 79,2% do tráfego postal, enquanto que o correio editorial e a publicidade endereçada representaram 7,4% e 7% respetivamente. O peso das encomendas no total do tráfego situou-se nos 6,4%.
Cerca de 82,1% do tráfego e 63% das receitas corresponderam a serviços postais compreendidos no serviço universal (SU).
O grupo CTT dispunha de uma quota de cerca de 89,5% do tráfego postal total, menos 1,8 pontos percentuais em relação ao semestre homólogo. Relativamente ao tráfego abrangido pelos limites do SU, o grupo CTT detinha uma quota de cerca de 97,2%.
Quanto aos meios humanos, contabilizavam-se cerca de 15 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais no final do 1S19, significando este valor um aumento de 1,5% relativamente ao primeiro semestre de 2018.
Sobre os indicadores da rede postal, as estatísticas do 1S19, e em comparação com o semestre homólogo, indicam que o número de pontos de acesso aumentou 0,2%, o número de centros de distribuição aumentou 0,5% e a frota de veículos diminuiu 1,7%. Este aumento dos pontos de acesso da rede como um todo ocorreu em simultâneo com a redução de 7,2% do número de estações de correio dos CTT.
Quanto aos outros meios materiais (pertencentes na totalidade à concessionária do SU), verificou-se um aumento em termos homólogos do número de apartados (+1,1%) e diminuições ao nível do número de marcos de correio (-0,3%), do número de máquinas automáticas de venda de selos (-16,3%) e do número de postos onde apenas se podem adquirir selos (-1,4%).
Infografia dos serviços postais(1S2019):
Consulte o relatório estatístico:

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