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Fake News: Ciberataques e notícias falsas vão aumentar e vieram para ficar

A especialista finlandesa Kirsti Narinen, do Centro Europeu de Excelência para Combate às Ameaças Híbridas, defendeu hoje que fenómenos como os ciberataques e as notícias falsas “vão aumentar e vieram para ficar”, argumentando ser “preciso levá-los a sério”.
Kirsti Narinen é diretora para as Relações Internacionais do Centro Europeu de Excelência para Combate às Ameaças Híbridas, ao qual Portugal ...

Data: 03.09.2019

Fake News: Ciberataques e notícias falsas vão aumentar e vieram para ficar

A especialista finlandesa Kirsti Narinen, do Centro Europeu de Excelência para Combate às Ameaças Híbridas, defendeu hoje que fenómenos como os ciberataques e as notícias falsas “vão aumentar e vieram para ficar”, argumentando ser “preciso levá-los a sério”.
Kirsti Narinen é diretora para as Relações Internacionais do Centro Europeu de Excelência para Combate às Ameaças Híbridas, ao qual Portugal se candidatou na passada sexta-feira para aprender como se defender perante ataques cibernéticos ou campanhas de desinformação, devendo tornar-se membro após ser aceite numa reunião da estrutura a ter lugar em outubro.
Em entrevista à agência Lusa na capital finlandesa, em Helsínquia, onde está sediado o centro, a especialista afirmou que “este tipo de ameaças híbridas vão aumentar e vieram para ficar”, já que têm como motor “a revolução tecnológica, as mudanças no panorama dos ‘media’ e as linhas divisórias das sociedades”.
“Temos de levar estes riscos muito a sério porque os valores fundamentais da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e da UE [União Europeia] ficam comprometidos”, salientou Kirsti Narinen, falando em “interferências nos processos eleitorais, na liberdade de expressão, no Estado de direito, nas instituições democráticas e ainda na economia de mercado, onde o cibercrime está a tornar-se uma realidade”.
Ao mesmo tempo, segundo a responsável do centro que junta participantes da UE e da NATO, as ameaças híbridas afetam “a confiança nos Estados”, já que “as pessoas entendem que os Estados devem proteger os seus direitos fundamentais, mas também a sua segurança”.
Na passada sexta-feira, Portugal formalizou o seu pedido de adesão ao Centro Europeu de Excelência para Combate às Ameaças Híbridas, com a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, a entregar a carta de candidatura do país a Kirsti Narinen.

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