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Hackers que planeavam ataque a iPhones tinham também como alvo sistemas Android e Windows

Uma descoberta revela que os hackers tinham intenções de atacar os sistemas operativos da Google e da Windows como parte de uma campanha que tinha como alvo a comunidade muçulmana Uigur na China.
Os hackers que se tinham aproveitado de uma vulnerabilidade no iPhone para desenvolver um possível ciberataque através de websites maliciosos tinham também como alvo os sistemas operativos Android e Windo...

Data: 02.09.2019

Hackers que planeavam ataque a iPhones tinham também como alvo sistemas Android e Windows

Uma descoberta revela que os hackers tinham intenções de atacar os sistemas operativos da Google e da Windows como parte de uma campanha que tinha como alvo a comunidade muçulmana Uigur na China.
Os hackers que se tinham aproveitado de uma vulnerabilidade no iPhone para desenvolver um possível ciberataque através de websites maliciosos tinham também como alvo os sistemas operativos Android e Windows. De acordo com a notícia avançada pela Forbes, o plano pode ter feito parte de uma campanha de vigilância da comunidade muçulmana Uigur na China. Segundo um relatório da Human Rights Watch, o grupo étnico tem vindo a ser reprimido pelo governo chinês desde 2016.
Embora ainda se desconheçam as vulnerabilidades nos sistemas operativos da Google e da Microsoft que “abriam a porta” aos ciberataques, estes eram levados a cabo através dos mesmos websites maliciosos que fizeram parte do plano pensado pelos hackers para o iOS, indicam as fontes com as quais a Forbes entrou em contacto.
Segundo as fontes, o ciberataque fazia parte de um plano de vigilância de dois anos por parte do governo chinês, o qual pode ter sido atualizado para os três sistemas operativos à medida que os hábitos tecnológicos da comunidade Uigur se alteravam, afetando mais utilizadores do que o esperado.
“O governo chinês tem vindo, sistematicamente, vigiar e a aprisionar membros da população Uigur durante anos”, declarou Cooper Quintin, membro senior da Electronic Frontier Foundation, uma organização americana que luta pela liberdade de expressão, à Forbes. De acordo com as declarações prestadas, o objetivo dos ataques seria “espiar o grupo, a sua diáspora fora do país, assim como as pessoas que querem ajuda-lo a ganhar a sua independência”.
De modo semelhante, uma fonte indicou à TechCrunch que os websites maliciosos infetaram também utilizadores fora da comunidade Uigur, pois estavam indexados no motor de pesquisa da Google, algo que levou o FBI a alertar a gigante da tecnologia para a sua remoção.
Para já, ainda não é possível saber se a Google tinha conhecimento da extensão dos planos de ciberataque, uma vez que a empresa da Alphabet ainda não realizou qualquer declaração relativa ao sucedido.

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